<rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"><channel><title>armariocoletivo</title><description>armariocoletivo</description><link>https://www.armariocoletivo.com.br/entrelinhas</link><item><title>Um guarda-roupa na cidade</title><description><![CDATA[https://vidasimples.co/transformar/um-guarda-roupa-na-cidade/ O movimento Armário Coletivo estimula a cidadania em espaços públicos e oferece gratuitamente roupas, calçados, livros e outros objetos em bom estado Havia um armário no meio do caminho. E neste caminho, alguém teve a vida transformada por um par de sapatos. Outro expandiu horizontes com a leitura de Carlos Drummond de Andrade. E o seguinte conseguiu um paletó para a primeira entrevista de trabalho. Dessa forma, o movimento social<img src="http://static.wixstatic.com/media/621d52_5e2b3abf93f445b18e3941eace68366e%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_282/621d52_5e2b3abf93f445b18e3941eace68366e%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>TEXTO REDE MANUAL</dc:creator><link>https://www.armariocoletivo.com.br/single-post/2019/07/06/Um-guarda-roupa-na-cidade</link><guid>https://www.armariocoletivo.com.br/single-post/2019/07/06/Um-guarda-roupa-na-cidade</guid><pubDate>Sat, 06 Jul 2019 14:50:10 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>https://vidasimples.co/transformar/um-guarda-roupa-na-cidade/</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/621d52_5e2b3abf93f445b18e3941eace68366e~mv2.jpg"/><div> O movimento Armário Coletivo estimula a cidadania em espaços públicos e oferece gratuitamente roupas, calçados, livros e outros objetos em bom estado Havia um armário no meio do caminho. E neste caminho, alguém teve a vida transformada por um par de sapatos. Outro expandiu horizontes com a leitura de Carlos Drummond de Andrade. E o seguinte conseguiu um paletó para a primeira entrevista de trabalho. Dessa forma, o movimento social Armário Coletivo, criado em Florianópolis (SC), vêm proporcionando trocas e mudanças com propósito na cidade de Florianópolis e em Curitiba. Criado em 2016 pela gaúcha Carina Zagonel, prateleiras e gavetas com roupas, calçados, livros e outros objetos em bom estado de uso ganham novos protagonistas e lares. Atualmente, o projeto já contabiliza, aproximadamente, 300 mil compartilhamentos e ainda se disponibiliza a multiplicar a iniciativa em outras cidades e estados.“Não é um espaço de reciclagem, mas de compartilhamento. Quando alguém deixa alguma coisa no armário, ela não está doando e sim compartilhando. A ideia é que ele seja para todos, inclusive para aqueles que podem comprar. Pessoas que praticam o consumo consciente também podem pegar e compartilhar”, explica Carina.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/621d52_4ea3e23832ab4b8c8c8c50cd82e3be8a~mv2.jpg"/><div>Neste ano, o Armário Coletivo também abre uma sede fixa em Florianópolis que funcionará como um espaço maker, equipado com ferramentas e materiais para que as pessoas possam consertar ou arrumar suas peças. Mais uma alternativa para fomentar a perenidade do que se tem, evitando desperdícios.Nessa entrevista, Carina conta como teve essa ideia e a colocou em prática. E você: já pensou ter um armário coletivo no seu bairro, escola ou empresa?</div><div>Como surgiu a ideia para essa intervenção urbana que se tornou um movimento social?</div><div>-Queria encaminhar um par de tênis do meu filho, mas não por uma via tradicional, levando-o até um lugar para ser doado. Então, fiz uma plaquinha: “Deixe aqui o que você não usa mais e pode servir para outros”. Coloquei essa placa na esquina da minha casa e deixei o tênis ali. Sabia que nessa rua passavam muitos meninos e outras pessoas que poderiam reutilizar aquele tênis e que teriam o livre arbítrio de querer ou não calçar aquele tênis usado. Pouco tempo depois, levaram o tênis e, sob a placa, começaram a aparecer muitas coisas: roupas, brinquedos, até um escorredor de louça. As coisas apareciam e sumiam e foi assim durante um ano. Quando vi que o fluxo de coisas continuavam a aparecer, me dei conta de que era uma necessidade das pessoas ter um espaço público para deixarem coisas que não usam mais e que estão em bom estado e podem ser reutilizadas.</div><div>Onde podemos encontrar armários coletivos?</div><div>-Por enquanto, eles estão concentrados na cidade de Florianópolis, onde há um total de 13 armários. E em Curitiba temos mais um. Os armários de Floripa estão nas ruas, em praças e outros espaços públicos, mas também há alguns em universidades, escolas ou mesmo nos parques de tecnologia da cidade. Os lugares privados costumam ser mais “tímidos” para essa ação. As pessoas ainda têm preconceito e acham que se pegarem algo do armário coletivo é porque precisam e não têm dinheiro. Então um dos maiores desafios hoje é fazer com que as pessoas entendam o que é indústria criativa, colaboração, compartilhamento, porque as pessoas estão muito na teoria ainda. O armário coletivo é prático e essa prática ainda é muito desafiadora. Tanto que temos outro desafio: as pessoas usam muito os armários diariamente, mas não cuidam do espaço. Deixam o armário bagunçados, por exemplo.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/621d52_4884d8c7de714f41a62bbd3a6fd47a68~mv2.jpg"/><div>E quando há alguma peça que não está 100%?</div><div>-Pensamos nisso. A parte de customização de roupas surgiu com a demanda de peças nos armários. Tinha gente que compartilhava uma camisa linda porque faltava um botão ou havia um detalhe que, claramente, a pessoa não sabia consertar. Então, de forma voluntária, começamos a organizar oficinas de costura em alguns bairros para ensinar as pessoas a costurar, a cuidar das suas roupas e conversar a respeito do que compramos, Coisas para as quais investimos tempo de vida e que não podem ser desperdiçadas porque geraram um impacto ambiental para existir. Então, tudo que a gente tem precisa ser valorizado ao máximo.</div><div>Tudo que a gente tem precisa ser valorizado ao máximo </div><div>Então, além do compartilhamento, o projeto tenta capacitar outros multiplicadores sobre o consumo consciente?</div><div>-Viver para comprar coisas, descartar coisas. É insustentável para nosso planeta esse comportamento. A gente já está trabalhando com a logística reversa do próprio armário coletivo porque tem muita sobra de calça jeans. Essas são as peças mais compartilhadas nos armários, então são um material abundante. Por isso estamos nos especializando, através da metodologia da Comas, no upcycling dessas calças. Queremos lançar uma coleção com peças a partir desse jeans. Serão roupas e peças para casa.</div><div>Por que ainda é tão difícil dar valor ao que temos em abundância (seja água, roupas, etc)?-</div><div>-Fomos ensinados a viver essa forma linear do consumo e descarte. E quando a gente começa a se dar conta de que tudo, 100% das coisas que a gente leva para dentro da nossa casa um dia vai ter que sair, a gente começa a sentir um certo pânico porque percebemos que nossa vida é uma grande logística de leva e traz. Temos armários dentro das nossas casas porque nos falaram que para ser feliz precisamos ter uma parede inteira de roupeiro cheia de coisas, roupas, mesmo que a gente não use. E isso faz com que a gente se esqueça da quantidade de lixo, de resíduos que entopem as cidades. Aqui em Florianópolis, o projeto Route, de surfistas que fazem limpeza das praias, chegou a retirar 47 pares de sapatos. O que estes sapatos estavam fazendo lá? Que irresponsabilidade é essa que quando não queremos mais uma coisa, a colocamos para fora de casa, como se aquilo deixasse de existir?</div><div>E como você aplica o consumo consciente no seu dia a dia?</div><div>-Minha prática principal é questionar: se preciso de alguma coisa, de que forma posso tê-la antes de pensar em comprar? A palavra comprar vem em último caso no vocabulário. Ela está mais associada a alimentos e coisas que eu realmente preciso. Apesar de plantar alguns alimentos no meu jardim, como temperos, chás e frutas. Roupa eu não compro há quatro anos. E quando preciso de algo muito específico, compro de pequenos negócios locais. Daí, a gente começa a reduzir tudo. Vamos tentando se organizar de forma que nossa vida fique mais simples e com isso tenhamos menos coisa para nos preocupar.</div><div>As pessoas ainda têm preconceito e acham que se pegarem algo do armário coletivo é porque precisam e não têm dinheiro </div><div>Qual o grande sonho do Armário Coletivo?</div><div>-Nosso sonho é que este modelo ou qualquer outro modelo de compartilhamento seja multiplicado pelo Brasil. Cada um com a sua cara e sua cultura, mas que as pessoas tivessem a atitude de montar esses espaços e cuidar deles. Isso gera uma riqueza, uma abundância absurda que só quem vive perto de um armário coletivo sabe. Imagine passar todo dia por um armário lotado de roupas, de coisas disponíveis para quem quiser, sem burocracia, transformando a cultura da doação. Meu sonho é que as pessoas entendam que todo mundo já comprou tudo e que é só uma questão de logística: tirar uma coisa que não tem valor na sua casa, mas que na minha casa ela passa a ter valor de novo. Das pessoas conversarem, se olharem no olho, serem afetuosas. Deixar uma coisa no armário coletivo é dizer que você também quer que seu vizinho tenha aquilo.</div><div>Texto e edição: Maju Duarte | Fotos: Paula Freitas</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/621d52_74b88842941847a380beb777f1a42633~mv2.png"/><div>A MANUAL é uma rede que reúne e empodera artesãos contemporâneos e pequenos empreendedores, propiciando ambientes de negócios, conhecimento, conteúdo e entretenimento. São artistas, designers e pequenos produtores que prezam pelo autoria, pelo consumo ético e empreendedorismo criativo. Em Vida Simples, eles compartilham histórias valiosas para inspirar nossos leitores a incentivar e valorizar toda a cultura do feito à mão.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Gestores do Armário Coletivo abrem as portas de sua sede atelier.</title><description><![CDATA[Entrando para o 4° ano de Armários Coletivos promovendo compartilhamentos livres de roupas e objetos e estando em contato direto com vários usuários dos armários, descobrimos uma demanda grande de pessoas que gostariam de poder, eles mesmos, restaurar ou consertar suas coisas e roupas, mas que acabam as descartando, por não saberem como se faz ou por falta de acesso a ferramentas e materiais para tal.Todos nós já passamos pela experiência de quebrar ou estragar alguma coisa em casa e ter a<img src="http://static.wixstatic.com/media/50ead0_cdfc79f787d44a679701594d0d156b15%7Emv2.png/v1/fill/w_626%2Ch_352/50ead0_cdfc79f787d44a679701594d0d156b15%7Emv2.png"/>]]></description><dc:creator>Carina Zagonel</dc:creator><link>https://www.armariocoletivo.com.br/single-post/2019/02/11/Gestores-do-Arm%C3%A1rio-Coletivo-abrem-as-portas-de-sua-sede-para-quem-valoriza-suas-coisas</link><guid>https://www.armariocoletivo.com.br/single-post/2019/02/11/Gestores-do-Arm%C3%A1rio-Coletivo-abrem-as-portas-de-sua-sede-para-quem-valoriza-suas-coisas</guid><pubDate>Mon, 11 Feb 2019 14:10:35 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Entrando para o 4° ano de Armários Coletivos promovendo compartilhamentos livres de roupas e objetos e estando em contato direto com vários usuários dos armários, descobrimos uma demanda grande de pessoas que gostariam de poder, eles mesmos, restaurar ou consertar suas coisas e roupas, mas que acabam as descartando, por não saberem como se faz ou por falta de acesso a ferramentas e materiais para tal.</div><div>Todos nós já passamos pela experiência de quebrar ou estragar alguma coisa em casa e ter a vontade de consertar.</div><div>Mas como fazer isso sem ter as ferramentas? ou sentir que, como nunca consertou, não é capaz, e o que acaba acontecendo é o modelo tradicional de consumo, compra, estraga, joga fora e compra de novo.</div><div>Diante da qualidade das coisas que são produzidas hoje em dia, esse ciclo do compra descarta acaba sendo muito rápido a ponto de ter como maior desafio ambiental da nossa geração, o nosso próprio lixo.</div><div>E se fossem criados espaços em cada bairro com esses equipamentos necessários para consertar nossa cadeira, colar nosso sapato, arrumar nossa mochila, mala, roupa e construir pequenos móveis... é um sonho possível e já vamos começar com o que temos e com o que já sabemos.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/50ead0_cdfc79f787d44a679701594d0d156b15~mv2.png"/><div>Todos os sábados das 9hs ás 12hs e das 14hs ás 17hs vamos abrir nossa sede/atelier para quem deseja botar a mão na massa e consertar suas coisas.</div><div>Temos equipamentos tradicionais de marcenaria, ferramentas fixas e móveis, soldas para ferro e máquinas de costura reta, overloque e outras ferramentas disponíveis para aprender a cortar, furar, pregar, pintar, costurar...</div><div>Para que a gente possa manter as ferramentas e nosso espaço funcionando, pensamos em um valor justo e acessível para que todos tenham a oportunidade de aprender e consertar ao invés de comprar, gerando uma economia para o próprio bolso, para nosso planeta e é claro, vivendo uma experiência mão na massa.</div><div>Chegou aquele momento de pegar as coisas que estão só esperando o tal dia para consertar, restaurar e ressignificar. E ai, vamos nessa? 😉</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Somos consumidores ou somos consumidos pela industria da moda?</title><description><![CDATA[A overdose de roupas que a equipe do Armário Coletivo vem cuidando nos últimos anos em Florianópolis é uma mistura de alegria, pela atitude das pessoas em compartilharem, e de preocupação por lidar com excessos constantes e claramente notar um desequilíbrio no consumo da moda.Essa cultura de seguir uma tendência, é uma atitude escravista, pois faz com que as pessoas passem a vida comprando, descartando para comprar de novo e de tempos em tempos voltam a comprar as mesmas coisas. É uma cultura<img src="http://static.wixstatic.com/media/50ead0_01e2e319efdc45afae6761b8fd091b66%7Emv2.jpg/v1/fill/w_268%2Ch_188/50ead0_01e2e319efdc45afae6761b8fd091b66%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Carina Zagonel</dc:creator><link>https://www.armariocoletivo.com.br/single-post/2019/01/10/Somos-consumidores-ou-somos-consumidos-pela-industria-da-moda</link><guid>https://www.armariocoletivo.com.br/single-post/2019/01/10/Somos-consumidores-ou-somos-consumidos-pela-industria-da-moda</guid><pubDate>Thu, 10 Jan 2019 17:45:59 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>A overdose de roupas que a equipe do Armário Coletivo vem cuidando nos últimos anos em Florianópolis é uma mistura de alegria, pela atitude das pessoas em compartilharem, e de preocupação por lidar com excessos constantes e claramente notar um desequilíbrio no consumo da moda.</div><div>Essa cultura de seguir uma tendência, é uma atitude escravista, pois faz com que as pessoas passem a vida comprando, descartando para comprar de novo e de tempos em tempos voltam a comprar as mesmas coisas. É uma cultura linear que vem destruindo nosso ecossistema.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/50ead0_01e2e319efdc45afae6761b8fd091b66~mv2.jpg"/><div>Não temos mais, ou nunca tivemos, noção do que envolve produzir um tecido, dos impactos ambientais decorrentes das plantações do algodão e do tingimento desse material para a vida das pessoas e para a terra, ou do tempo gasto para costurar e produzir cada peça.</div><div>Por algum motivo não vemos e não sentimos, somente enxergamos o lado glamoroso da moda.</div><div>Investimos nisso e seguimos nos afundando cada vez mais na depressão de nunca nos tornarmos interessantes o suficiente. Nunca focamos no impacto drástico, talvez irreparável que nossas atitudes estão causando ao nosso único planeta.</div><div>Somos consumidos todos os dias por um padrão que nem conseguimos distinguir se é bom, ou o desejo de uma identificação. Seguimos, porque assim nos parece mais confortável.</div><div>Que susto ainda temos que tomar?</div><div>Que dor ainda temos que sentir para proteger nossa grande casa?</div><div>Nosso planeta está sangrando, já produzimos roupas suficientes para as próximas gerações.</div><div>Há muita matéria prima disponível.</div><div>Vamos aproveitar toda essa abundância e reusar, ressignificar e recriar, somente assim teremos uma moda mais limpa, justa e sustentável.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/50ead0_b4b61d38a0144bd7ac8931da32a67cc6~mv2_d_2916_3018_s_4_2.jpg"/><div>Super Eco Bag produzida pelas equipe de costura do Armário Coletivo que propõe uma reflexão sobre o consumo.</div><div>Participação especial no 1° Floripa Eco Fashion.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>O futuro compartilhado</title><description><![CDATA[Sabemos que nossa forma de consumir e descartar e insustentável para ás pessoas e para o planeta. Somos responsáveis por tudo o que adquirimos, e, em algum momento, teremos de dar destino a essas coisas. Se agirmos de forma inteligente nessa hora, podemos redesenhar um futuro mais prospero. Com essa consciência, começamos a nos responsabilizar e valorizar nossos objetos mesmo quando não usamos mais, e, sendo eles itens reutilizáveis, podemos encaminha-los de forma a estender sua vida útil.Usamos<img src="http://static.wixstatic.com/media/50ead0_156d65e6096e4e8e9bedad553c503792%7Emv2.jpg/v1/fill/w_470%2Ch_573/50ead0_156d65e6096e4e8e9bedad553c503792%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Carina Zagonel</dc:creator><link>https://www.armariocoletivo.com.br/single-post/2018/07/29/O-futuro-compartilhado</link><guid>https://www.armariocoletivo.com.br/single-post/2018/07/29/O-futuro-compartilhado</guid><pubDate>Sun, 29 Jul 2018 13:39:53 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/50ead0_156d65e6096e4e8e9bedad553c503792~mv2.jpg"/><div> Sabemos que nossa forma de consumir e descartar e insustentável para ás pessoas e para o planeta. Somos responsáveis por tudo o que adquirimos, e, em algum momento, teremos de dar destino a essas coisas. Se agirmos de forma inteligente nessa hora, podemos redesenhar um futuro mais prospero. Com essa consciência, começamos a nos responsabilizar e valorizar nossos objetos mesmo quando não usamos mais, e, sendo eles itens reutilizáveis, podemos encaminha-los de forma a estender sua vida útil.</div><div>Usamos o Armário Coletivo como ferramenta para possibilitar a cultura do compartilhamento e da colaboração na prática e para mapear os hábitos de consumo da nossa cidade, Florianópolis. Propomos uma evolução cultural e entendemos sua complexidade, No entanto, sabemos que é preciso criar redes de colaboração, incentivar a reutilização e diminuir o consumo através do acesso, além de redefinir o sentido de comunidade.</div><div>Deixar objetos e roupas disponíveis a pessoas que você não conhece, num espaço de rua, revoluciona você e o seu entorno, porque colaboração não fala sobre carência, fala sobre potência. Para que alguém ganhe, ninguém precisa perder.</div><div>A revolução compartilhada e colaborativa está mudando de forma estrutural e irreversível a forma como as pessoas produzem, aprendem, consomem e reencaminham.</div><div>O Armário Coletivo do Rio Tavares é o maior da cidade. Ele gera uma economia de R$9,6 mil por mês por meio do compartilhamento. Está na rua há 11 meses. As pessoas que usam esse armário deixaram de gastar R$105,6 mil porque colaboram.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/50ead0_e325c6a421044e3db612915c58a891eb~mv2.jpg"/><div>Os Armários Coletivos estimulam o cuidado com espaços públicos, fazendo com que as comunidades sejam mais sustentáveis. Temos exemplos de diferentes bairros de Florianópolis, como na Costa de Dentro, no sul da Ilha ou na Vargem Pequena, no norte. Em volta dos Armários amor e cuidado: alguém doa um banco, outro faz uma arte no muro, hortas urbanas, pessoas se mobilizando pelo bairro.</div><div>Esse movimento chega com força para pensarmos e agirmos de uma forma mais inteligente, mais ampla.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/50ead0_94573479149f4970b57da9b01796bcfc~mv2_d_4128_3096_s_4_2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Couro sintético e couro ecológico não são couro e são anti-ecológicos.</title><description><![CDATA[A discussão sobre moda sustentável é muitas vezes associada à questão do uso de couros e peles e a questão do direito animal. À parte do debate sobre usar ou não usar couro animal, vamos falar sobre a alternativa vulgarmente chamada pelo termo "couro ecológico". Até mesmo porque.... a lei n.4888/65 proibiu o uso do termo quando o produto não é de couro:Art. 1º Fica proibido pôr à venda ou vender, sob o nome de couro, produtos que não sejam obtidos exclusivamente de pele animal.Art. 2º Os]]></description><dc:creator>Luisa Bresolin</dc:creator><link>https://www.armariocoletivo.com.br/single-post/2018/04/29/Couro-sint%C3%A9tico-e-couro-ecol%C3%B3gico-n%C3%A3o-s%C3%A3o-couro-e-s%C3%A3o-anti-ecol%C3%B3gicos</link><guid>https://www.armariocoletivo.com.br/single-post/2018/04/29/Couro-sint%C3%A9tico-e-couro-ecol%C3%B3gico-n%C3%A3o-s%C3%A3o-couro-e-s%C3%A3o-anti-ecol%C3%B3gicos</guid><pubDate>Sun, 29 Apr 2018 21:25:40 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div><img src="http://static.wixstatic.com/media/50ead0_988bae8f71e84ed48c70ab5e8aea29d2~mv2.jpg"/></div><div>A discussão sobre moda sustentável é muitas vezes associada à questão do uso de couros e peles e a questão do direito animal. À parte do debate sobre usar ou não usar couro animal, vamos falar sobre a alternativa vulgarmente chamada pelo termo &quot;couro ecológico&quot;. Até mesmo porque.... a lei n.4888/65 proibiu o uso do termo quando o produto não é de couro:</div><div>Art. 1º Fica proibido pôr à venda ou vender, sob o nome de couro, produtos que não sejam obtidos exclusivamente de pele animal.</div><div>Art. 2º Os produtos artificiais de imitação terão de ter sua natureza caracterizada para efeito de exposição e venda.</div><div>Art. 3º Fica também proibido o emprego da palavra couro, mesmo modificada com prefixos ou sufixos, para denominar produtos não enquadrados no art. 1º.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/50ead0_adeec3e1fed649e2bbc29f5aada9a892~mv2.png"/><div> Veja a fonte desse print aqui.</div><div>Na década de 90 lembro de ter comprado uma calça preta, que lembrava a textura do couro, mas tinha base vegetal e essa calça durou muitos anos. Diferentemente do couro fake de base vegetal, há o sintético:</div><div>Eu tenho uma bolsa de PU que parece bem resistente, mas vamos falar desse couro molinho a partir do qual fazem muitas roupas, especialmente jaquetas. Nos anos 2010 eu comprei 2 peças desse &quot;courinho&quot; que reveste tecido, sendo uma jaqueta bege e uma calça vermelha, que literalmente se despedaçaram após meros 3 anos de uso. E foi Pouco uso!</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/50ead0_1381a8897b054692beeb959ddb7e21df~mv2.jpg"/><div>A jaqueta eu comprei numa loja chamada Berksha, quando viajei pro México. Na mesma ocasião, uma amiga que viajava comigo comprou a mesma jaqueta e com ela aconteceu a mesmíssima coisa. Ou seja, indícios de que não tenha sido uma questão de mau-uso, mas da baixa qualidade do próprio produto.Essa mesma amiga, a Joyce, relatou que no mesmo ano uma outra saia que ela tinha também se desfez por completo, inclusive gerando certo constrangimento, pois percebeu o desfacimento um dia durante a jornada de trabalho!</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/50ead0_07e3bafb1f584118b97c42af9f50e1ef~mv2.png"/><div>A minha calça vermelha, ainda bem, percebi que estava se rasgando um minuto antes de sair de casa pro trabalho. Ufa! Chamar qualquer material que não seja de origem animal, de &quot;couro ecológico&quot; é um erro!</div><div>Essa fina película de materiais artificiais tem pouca durabilidade e é impossível recuperá-lo, pois se esfarela. Diferentemente de outros tecidos que, quando rasgam, podem ser costurados.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/50ead0_1872e11c4cd148c79eb23ed31a2265a8~mv2.jpg"/><div>Nessa semana, o Armário Coletivo, grupo de voluntários que dentre outras atividades, ajudam na recuperação de roupas e upcycling, verificaram que uma série de roupas foram descartadas em razão de serem feitas com esse material. E mais!</div><div>A Carina Zagonel notou que as roupas eram tanto de marcas desconhecidas, quanto de marcas valorizadas no Brasil, como a M. Officer.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/50ead0_0acc0d162f1b42bd8938f2a6feddf5de~mv2.png"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/50ead0_84d8139e0b8d47f7a9a8045801b14a6f~mv2.png"/><div>A questão gira em torno do material, tenha a roupa custado barato ou caro. Seja couro &quot;ecológico&quot;, seja couro &quot;sintético&quot;, vimos de acordo com a lei nem poderíamos chamar de &quot;couro&quot;, porque isso só confunde o consumidor. Vamos parar de comprar roupas desse &quot;courinho ANTI-ecológico&quot; que só gera mais lixo?</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Como foi ser voluntário no Armário Coletivo</title><description><![CDATA[Já era fã do Armário Coletivo tinha um tempo, mas foi em março de 2016, quando recebi um convite da Carina Zagonel (idealizadora da iniciativa) para conhecer sua casa-atelier, que tudo mudou radicalmente. Naquele momento já trabalhava como Facilitador Visual e, logo de cara, fui “intimado” a produzir um registro gráfico sobre a história do Atelier de Ideias. Naquele dia, Carina me contou quais foram suas motivações, como ela e sua família vivenciam essa relação com a cultura do reaproveitamento<img src="http://static.wixstatic.com/media/50ead0_49d4903ce7d24b6c860056dd8399b275%7Emv2.jpeg/v1/fill/w_626%2Ch_626/50ead0_49d4903ce7d24b6c860056dd8399b275%7Emv2.jpeg"/>]]></description><dc:creator>Sidan Orafa</dc:creator><link>https://www.armariocoletivo.com.br/single-post/2018/03/10/Como-foi-ser-volunt%C3%A1rio-no-Arm%C3%A1rio-Coletivo</link><guid>https://www.armariocoletivo.com.br/single-post/2018/03/10/Como-foi-ser-volunt%C3%A1rio-no-Arm%C3%A1rio-Coletivo</guid><pubDate>Sat, 10 Mar 2018 23:51:37 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Já era fã do Armário Coletivo tinha um tempo, mas foi em março de 2016, quando recebi um convite da Carina Zagonel (idealizadora da iniciativa) para conhecer sua casa-atelier, que tudo mudou radicalmente. Naquele momento já trabalhava como Facilitador Visual e, logo de cara, fui “intimado” a produzir um registro gráfico sobre a história do Atelier de Ideias. </div><div>Naquele dia, Carina me contou quais foram suas motivações, como ela e sua família vivenciam essa relação com a cultura do reaproveitamento e como isso transformou a vida deles. Foi muito bonito ^^</div><div>De lá pra cá, três grandes fichas caíram na minha cachola:</div><div>A primeira ficha</div><div>Percebi que cada canto daquele espaço era cheio de criatividade, cuidado e tudo proveniente de uma cultura baseada no reaproveitamento e no compartilhamento de coisas. Descobri que o Atelier de Ideias (casa da Carina) era na verdade a base do Armário Coletivo. Aí tudo fez mais sentido ainda! Ou seja, um projeto que nasce num ambiente de cuidado, criatividade e compartilhamento, só pode dar bons frutos não é mesmo?</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/50ead0_49d4903ce7d24b6c860056dd8399b275~mv2.jpeg"/><div>Essa é a Carina e o registro que fiz do Atelier de Ideias.</div><div>Pois bem, aquela visita, virou simpatia, que virou empatia e, por fim, amizade. Entrei de cabeça como voluntário do projeto para ajudar nas demandas, participei primeiro criando peças gráficas, depois campanhas para a fanpage do projeto e, no final das contas, acabei virando cabeça pensante dos rumos do projeto ajudando na definição das estratégias e ações para o desenvolvimento do Armário Coletivo.</div><div>A segunda ficha</div><div>Na prática, o Armário Coletivo representa a possibilidade de ter acesso a coisas sem precisar comprar… Uau! Essa ficha caiu como uma micro-revolução pra mim. Comecei a perceber que mais do que um movimento local, a iniciativa do compartilhamento reflete uma microtendência que vem se espalhando ao redor do mundo: a revalorização das economias de base local e de outros veículos de troca, além do dinheiro. Aberto, na rua, gratuito, 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano. Faça as contas, do quanto essa história movimenta…</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/50ead0_65047d42f449455285387b2e97445f8e~mv2.jpeg"/><div>Armário localizado no Bairro Rio Tavares, em Florianópolis.</div><div>A terceira ficha</div><div>O Armário Coletivo é uma iniciativa com visão de futuro e mãos no presente.</div><div>Muita gente fala de futuro, de economia compartilhada e blá blá blá, mas o que eu gostei no Armário é que a ação vem na frente de tudo. Sabe aquela coisa de: “tem gente que fala” e “tem gente que faz”. Pois é, a equipe do Armário Coletivo é do segundo tipo. E é dessa gente que eu gosto.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/50ead0_8e08a14117c54d22a0c415c8ce54734c~mv2.jpeg"/><div>Crianças sendo apresentadas à cultura do compartilhamento de coisas.</div><div>Essa experiência me proporcionou muitos momentos para repensar minha forma de consumir, descartar, comprar… Mudei de Florianópolis, escrevo agora de Recife, mas continuo desenvolvendo materiais e participando de maneira ativa nos rumos do projeto com a mesma paixão e dedicação. Como voluntário do Armário coletivo, me sinto parte de uma mudança grande, me sinto influenciador e co-responsável em algo que beneficia muito mais do que o meu mundo pessoal.</div><div>Em breve, vou embarcar em um giro de mundo com minha companheira nesse projeto aqui: o Attraversiamo e advinha quem vai com a gente? Uma versão itinerante, o Armário Du Mundo (iniciamos nosso medium justamente falando sobre ele), especialmente adaptado para nos acompanhar levando conosco um instrumento coletivo de troca social pelo mundo!</div><div>O Armário é muito mais do que um espaço de troca de objetos e coisas, por ali circulam intenções, crenças, valores, afetos. Indo de mão em mão, de corpo em corpo, de lugar a lugar, materializando e nos proporcionando o contato com elementos tão essenciais da vida, mas que infelizmente andam tão escassos hoje em dia.</div><div>Espero que esse relato possa também motivar outras pessoas a conhecerem mais de perto essa iniciativa e perceber o quão necessária ela é pro nosso momento histórico, social, econômico, político e, principalmente, ambiental.</div><div>Muito obrigado a todos que fazem parte, que amam e que cuidam dos Armários. Obrigado Carina pela oportunidade e pela sabedoria compartilhada junto a sua família: Albano, João e Cuzco (o cachorro).</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Você sabe o que são espaços públicos?</title><description><![CDATA[O espaço público é considerado como aquele que é de uso comum e posse de todos. Entendendo-se a cidade como local de encontros e relações, os espaços públicos apresentam, em seu ambiente, papel determinante. É neles que se desenvolvem atividades coletivas, com convívio e trocas entre os grupos diversos que compõem a heterogênea sociedade urbana. A existência do espaço público, portanto, está relacionada diretamente com a formação de uma cultura agregadora e compartilhada entre os<img src="http://static.wixstatic.com/media/50ead0_eebc4f8b71f84afa836842e41dc73ae0%7Emv2.png"/>]]></description><link>https://www.armariocoletivo.com.br/single-post/2018/03/09/Voc%C3%AA-sabe-o-que-s%C3%A3o-espa%C3%A7os-p%C3%BAblicos</link><guid>https://www.armariocoletivo.com.br/single-post/2018/03/09/Voc%C3%AA-sabe-o-que-s%C3%A3o-espa%C3%A7os-p%C3%BAblicos</guid><pubDate>Fri, 09 Mar 2018 23:26:13 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/50ead0_eebc4f8b71f84afa836842e41dc73ae0~mv2.png"/><div> O espaço público é considerado como aquele que é de uso comum e posse de todos. Entendendo-se a cidade como local de encontros e relações, os espaços públicos apresentam, em seu ambiente, papel determinante. É neles que se desenvolvem atividades coletivas, com convívio e trocas entre os grupos diversos que compõem a heterogênea sociedade urbana. A existência do espaço público, portanto, está relacionada diretamente com a formação de uma cultura agregadora e compartilhada entre os cidadãos.(wikipédia).</div><div>Vale lembrar que quem paga essa conta somos nós, comprovando que o espaço público realmente é nosso. Temos uma cultura de achar que, o que é nosso é só o que compramos e o que é público não, assim não cuidamos, não zelamos! Até porque não vimos nossos pais, salve os raros, plantarem, consertarem um banco na praça do bairro, pelo contrário, reclamavam que o espaço estava mal cuidado, mas sem atitude para agir ou reclamar para os órgãos competentes. O Armário Coletivo convida você a repensar, e olhar sua cidade como sua grande casa. Se ampliarmos a visão, teremos mais oportunidades, contatos e relações. </div><div>E partindo do princípio que se cuidamos, agimos, melhoramos os espaços públicos, mostrando o que estamos fazendo, podemos pedir apoios e exigir que os órgãos cuidem também. Que tal começar a chamar esses espaços de Espaços Compartilhados, e realmente sentir a vontade de usar e cuidar, manter e agir? Sempre que um Armário Coletivo chega na rua, tomamos o cuidado de coloca-lo em local que não atrapalhe o fluxo, nunca ficando no caminho das pessoas. </div><div>E para combinar com a lindeza que é um Armário, customizamos seu entorno, arrumando bancos, plantando, deixando plaquinhas inspiradoras e deixando os espaços mais humanos e acolhedores. Essa atitude que nosso movimento promove, prova que as praças são para pessoas e que quando tem coisas feitas por elas, aí então existe uma mudança de olhares de todos que ali passam. Inclusive das pessoas que moram nas ruas, que passam a cuidar e se sentem acolhidos pelos armários, porque... </div><div>Sim... os Armários Coletivos são para todos!</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Terça Maker - Construção dos Armários Coletivos no IFSC - Campus Florianópolis</title><description><![CDATA[Essa é uma das etapas mais legais dessa história toda e venham conhecer de perto! A construção dos armários vem cheia de conscientização já que a matéria prima é de reuso, catada pela cidade ou doada, e isso faz toda diferença no design do Armário, afinal é o material disponível quem manda e aproveitamos ao máximo os materiais evitando desperdícios.Agora pensem, lançar esse desafio de criar com material que já se tem, para alunos de design de produto, isso muda tudo, já que o habitual é bem ao<img src="http://static.wixstatic.com/media/50ead0_7e181f49a03340bbb0acd65652999ac0%7Emv2.jpg"/>]]></description><dc:creator>Carina Zagonel</dc:creator><link>https://www.armariocoletivo.com.br/single-post/2018/03/02/QUINTA-MAKER---Constru%C3%A7%C3%A3o-dos-Arm%C3%A1rios-Coletivos-no-Instituto-FederaI-ISFC---Campus-Florian%C3%B3polis</link><guid>https://www.armariocoletivo.com.br/single-post/2018/03/02/QUINTA-MAKER---Constru%C3%A7%C3%A3o-dos-Arm%C3%A1rios-Coletivos-no-Instituto-FederaI-ISFC---Campus-Florian%C3%B3polis</guid><pubDate>Fri, 09 Mar 2018 23:05:15 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Essa é uma das etapas mais legais dessa história toda e venham conhecer de perto! </div><div>A construção dos armários vem cheia de conscientização já que a matéria prima é de reuso, catada pela cidade ou doada, e isso faz toda diferença no design do Armário, afinal é o material disponível quem manda e aproveitamos ao máximo os materiais evitando desperdícios.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/50ead0_7e181f49a03340bbb0acd65652999ac0~mv2.jpg"/><div>Agora pensem, lançar esse desafio de criar com material que já se tem, para alunos de design de produto, isso muda tudo, já que o habitual é bem ao contrário. Além dessa mão na massa se transformar num grande Armário que vai pra rua e vai funcionar na própria cidade, assim os alunos tem oportunidade de sair dos projetos do papel e pequenos protótipos para realizar algo real.</div><div>Acreditamos na potencia humana e dos recursos materiais das universidades, como meio para mobilização e apoio em prol do bem comum, inclusive como uma grande oportunidade de resolver grandes desafios que nossas cidades enfrentam. Confiamos nas novas gerações!</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>O que é Economia Circular</title><description><![CDATA[Um mundo com mais de nove bilhões de pessoas em 2050, segundo estimativas da ONU (2016), irá demandar mudanças fundamentais na cultura, comportamento e paradigmas da sociedade contemporânea, para continuar suportando a espécie humana. Em um contexto atual denominado de ecological overshoot pela instituição Global Footprint Network (2016), que significa que se utilizam mais recursos do que a terra pode ofertar, mais precisamente o equivalente a 1,6 planetas para prover os recursos necessários e<img src="http://static.wixstatic.com/media/50ead0_54eed2b2ac9744eb9b317c7facbc82fa%7Emv2.jpg/v1/fill/w_236%2Ch_213/50ead0_54eed2b2ac9744eb9b317c7facbc82fa%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.armariocoletivo.com.br/single-post/2018/03/09/O-que-%C3%A9-Economia-Circular</link><guid>https://www.armariocoletivo.com.br/single-post/2018/03/09/O-que-%C3%A9-Economia-Circular</guid><pubDate>Fri, 09 Mar 2018 22:57:46 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Um mundo com mais de nove bilhões de pessoas em 2050, segundo estimativas da ONU (2016), irá demandar mudanças fundamentais na cultura, comportamento e paradigmas da sociedade contemporânea, para continuar suportando a espécie humana. Em um contexto atual denominado de ecological overshoot pela instituição Global Footprint Network (2016), que significa que se utilizam mais recursos do que a terra pode ofertar, mais precisamente o equivalente a 1,6 planetas para prover os recursos necessários e absorver os resíduos descartados anualmente, torna-se claro o grande desafio que se tem pela frente.</div><div>A boa notícia é que há teorias alternativas sendo exploradas, pessoas buscando novos modelos, soluções para os desafios crescentes, pessoas que acreditam haver caminhos diferentes e, nesse sentido, a economia circular ganha força e se espalha pelo mundo.</div><div>A economia circular vai além da questão da reciclagem. Ela prega um sistema que seja regenerativo e restaurativo desde o design do produto, para que eles tenham utilidade máxima e valor pela maior quantidade de tempo, podendo ser reparado, reutilizado e (re) manufaturado com facilidade. A ideia é desenvolver produtos que tenham maior durabilidade e mantenham suas propriedades se reparados ou transformados e também minimizar ao máximo o uso de energia em todo processo.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/50ead0_54eed2b2ac9744eb9b317c7facbc82fa~mv2.jpg"/><div> A transição para uma economia circular não seria algo simples, mas bastante complexo, requerendo o redesenho dos processos, produtos, sistemas e a mudança de paradigma e cultura em relação ao descarte e a durabilidade dos produtos. O que vemos hoje acontecer com a maior parte dos produtos, a obsolescência programada, é um dos primeiros problemas que deveriam ser solucionados, por exemplo. Novos modelos de negócio, uma nova forma de agir, consumir e descartar, são itens fundamentais numa transição para a economia circular. Neste sentido, a questão educacional, a difusão do conceito e de suas implicações são pontos cruciais para que ele seja difundido e aplicado.</div></div>]]></content:encoded></item></channel></rss>