• Carina Zagonel

Somos consumidores ou somos consumidos pela industria da moda?


A overdose de roupas que a equipe do Armário Coletivo vem cuidando nos últimos anos em Florianópolis é uma mistura de alegria, pela atitude das pessoas em compartilharem, e de preocupação por lidar com excessos constantes e claramente notar um desequilíbrio no consumo da moda.

Essa cultura de seguir uma tendência, é uma atitude escravista, pois faz com que as pessoas passem a vida comprando, descartando para comprar de novo e de tempos em tempos voltam a comprar as mesmas coisas. É uma cultura linear que vem destruindo nosso ecossistema.

Não temos mais, ou nunca tivemos, noção do que envolve produzir um tecido, dos impactos ambientais decorrentes das plantações do algodão e do tingimento desse material para a vida das pessoas e para a terra, ou do tempo gasto para costurar e produzir cada peça.

Por algum motivo não vemos e não sentimos, somente enxergamos o lado glamoroso da moda.

Investimos nisso e seguimos nos afundando cada vez mais na depressão de nunca nos tornarmos interessantes o suficiente. Nunca focamos no impacto drástico, talvez irreparável que nossas atitudes estão causando ao nosso único planeta.

Somos consumidos todos os dias por um padrão que nem conseguimos distinguir se é bom, ou o desejo de uma identificação. Seguimos, porque assim nos parece mais confortável.

Que susto ainda temos que tomar?

Que dor ainda temos que sentir para proteger nossa grande casa?

Nosso planeta está sangrando, já produzimos roupas suficientes para as próximas gerações.

Há muita matéria prima disponível.

Vamos aproveitar toda essa abundância e reusar, ressignificar e recriar, somente assim teremos uma moda mais limpa, justa e sustentável.

Super Eco Bag produzida pelas equipe de costura do Armário Coletivo que propõe uma reflexão sobre o consumo.

Participação especial no 1° Floripa Eco Fashion.

#florianópolis #consumoconsciente #jeans #upcycle #industriadamoda #fastfashion

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