• Paula Martin

Vamos mudar o futuro?

Atualizado: Nov 16

SERÁ MESMO QUE É POSSÍVEL PENSAR EM UM FUTURO VIVENDO DESSA MANEIRA COMO VIVEMOS?

Viver para trabalhar, trabalhar para consumir, consumir para preencher necessidades impossíveis de serem supríveis pelo ato de consumir.

Quando foi mesmo que começamos a acreditar que vazios impreenchíveis poderiam ser tapeados por pequenas recompensas capitalistas que conhecemos por coisas?

Esse modo de viver orientado pelo ter e moldado pelo consumir é insustentável para o Planeta e para todos nós que não conseguimos dar conta de tantos desejos e tantas vontades.


Trocamos relações humanas por relações com objetos, relações vazias com coisas que não nos preenchem, mas nos sugam a alma por mostrarem o quão superficiais são as relações que estamos construindo.

Se pensar no futuro significa replicar o comportamento que repetimos nas últimas três ou quatro décadas, então simplesmente não teremos futuro. No entanto, podemos mudar o padrão, podemos fazer escolhas conscientes que possam acarretar em mudanças para o mundo.

“A REGRA DOS 3,5%”

Parece impossível mudar hábitos de consumos doentes, certo? Errado.

Uma pesquisa desenvolvida por Erica Chenoweth, P.h.D em Ciências Políticas e Professora da Universidade de Harvard, basta que 3,5% da população participe ativamente de protestos ou causas para que haja mudanças políticas significativas. (BBC)

E ONDE ENTRA O CONSUMO?


Consumimos o tempo inteiro. Vivemos para consumir, nascemos e automaticamente já nos tornamos consumidores passivos. Compramos roupas, itens de casa, carros, compramos, compramos e compramos: não pensamos por um momento sequer no ciclo de vida das coisas, pensamos apenas no ato de consumir.



A maioria das coisas que compramos acabam em pilhas junto a outras tantas coisas que nem sabemos o porquê de estarem ali, mas continuamos comprando, alimentando a maquina capitalista que nos faz acordar, trabalhar e dedicar grande parte de nossas vidas ao consumo.


SERÁ MESMO QUE PRECISAMOS DE TODAS ESSAS COISAS?

Será mesmo que todos esses pares de sapatos são necessários para as nossas jornadas ou nos acostumamos comprar para fugir de frustrações e sentimentos dos quais não queremos lidar?



Será que todas essas coisas empilhadas em nossos armários dizem algo sobre nossas identidades ou são as provas de que tentamos nos sentir melhor através do consumo? Que trocamos sensações boas que vivíamos com pessoas, compartilhávamos com amigos, e agora, trocamos por compras, roupas, sapatos, celulares, ou seja lá qual for o seu ‘prazerzinho pessoal’?


TER vs SER

Vivemos a era do ter. Trocamos valores antes importantes por marcas e por coisas que teoricamente nos definem, esquecendo que o que realmente importa não pode ser comprado por dinheiro.




Ter dinheiro para viver e não viver para ter dinheiro o tempo inteiro. Viver para aproveitar a vida, para contemplar a natureza, conseguir de certa forma perceber que os valores que importam não são os impressos nas etiquetas das roupas.

Viver vai muito mais além da experiencia do consumo, e o consumir vai muito mais além da compra.

Para acreditarmos em um futuro mais próspero é necessário acreditar que a diminuição do consumo é possível, é preciso aprender a fazer escolhas conscientes, entender que a sua escolha faz toda a diferença não apensas para a sua vida, mas para a vida de todo o planeta: não vivemos sozinhos, somos seres sociais, vivemos em comunidade e estamos interligados.


Acreditar em modelos exploratórios como o capitalismo doente que incentiva pessoas a trabalharem mais que o corpo aguenta para comprarem mais e mais coisas não é insustável.


Nós podemos fazer a diferença, cada um do seu jeito, dentro da sua microcomunidade.

Grandes mudanças começam com pequenos passos, e podemos começar a mudar agora.

Repensar a forma como você se relaciona com as suas roupas (e suas coisas no geral) é uma ótima maneira, e é sobre isso que vamos falar em nossos textos por aqui.

Precisamos entender esse modelo é insustentável, mas que há outras possibilidades para que o mundo continue existindo. Há modelos que existem respeitando os pilares da sustentabilidade.



Você não precisa ser escravo da Indústria da Moda para ser feliz ou para expressar sua identidade – pode montar looks legais com as roupas do Armário Coletivo e com as do seu armário!



Você pode fazer pequenos reparos, pensar novas maneiras de usar o que você já tem, fazer UPCYCLING de peças e com CRIATIVIDADE dar vida para itens que acabariam no lixão sendo queimados.


É nossa responsabilidade como consumidores pensar em formas criativas de prolongar o ciclo de vida dos produtos o máximo possível assim como é nossa obrigação ter em mente que somos nós que temos o poder de escolha, e escolher de forma consciente é a única maneira de dar vida ao nosso planeta que está pedindo nossa ajuda.



E se sozinhos, atrás dessas telas, parecemos poucos, juntos, somos muitos e podemos fazer a diferença.


O futuro precisa ser compartilhado para existir um futuro.








imagens: pinterest


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